10 de julho de 2014

AFINIDADE DESNECESSÁRIA

 Me peguei pensando algumas coisas sobre relacionamento. E me deparei com as seguintes perguntas: AFINAL, POR QUE AS PESSOAS SE RELACIONAM? POR QUE ELAS ESCOLHEM NAQUELE MOMENTO SE DISPOR DO SEU DIA-A-DIA, MUDAR SUA ROTINA POR OUTRA PESSOA?  POR QUE INCLUR ALGUÉM NA SUA VIDA QUANDO NÃO HÁ NEM ESPAÇO PRA VOCÊ MESMO?

 Afinidades, gostos comuns, lugares preferidos, fácil acessibilidade, fácil entendimento? PUTA QUE PARIU, que casal chato!

 Você que procura alguém que te completa em tudo: você quer um relacionamento ou um álbum de figurinhas? Já parou para pensar que essa pessoa “certa” que se “parece muito com a gente” pode ser a errada? Que graça tem em 1 + 1 somar será igual a 1? Já somos egocêntricos demais para amar todas as nossas qualidades repetidas em alguém.
 Relacionamentos existem para, oras, a gente aprender a se relacionar. Nada melhor que o diferente para acrescentar. Que mania é essa de procurar um namoro fácil? Que graça tem nisso? Por favor, pára com isso! Onde foram parar os casais cafoninhas “Eduardo e Monica”? Eles ainda insistem em existir? Acho que desistiram de se amar por preguiça. Vida tão corrida, tão difícil, pra dar mais trabalho ao coração? Acho um porre aquele casal que gosta das mesmas coisas, que faz as mesmas coisas, que comenta as mesmas coisas.
  Acho bonito mesmo o torto. É não saber bulhufas de Steve Jobs e comprar “O Fabuloso Império de Steve Jobs” para ele de aniversário. É colocar bota de couro (e dane se se ele não gostar, pois você gosta de couro), se ele não abandona o All Star preto sujo? Ir com ele naquele bar de rock da esquina para beber uma cerveja gelada e na semana seguinte ele te acompanhar no desfile de moda. Ouvir BB King sem meter o dedo no rádio do carro dela, porque amanhã ela vai escutar Bob Marley ou Nirvana no seu. Não entender de economia, não entender de revista de fofoca, não entender de moda, não entender sobre condições do ar e do mar para surfar, não entender porque caracoles aquilo ali era um impedimento. Mas entender perfeitamente todas as qualidades da pessoa única e diferente que existe ao seu lado. Porque no final das contas, o que carece de medidas iguais, é só o sentimento. Se liberte um pouco dessa busca bitolada.
 Já disse e repito... JAMAIS, namoraria  ou casaria com alguém igual a mim, não me acrescentaria em porra nenhuma; seria até fofo no começo, mas como me conheço muito bem e sempre gosto do misterioso, do incerto, do aprendizado, do crescimento, preferira mil vezes estar com alguém onde eu possa desvendá-lo sempre, desmistificar e continuar místico, me surpreender pois não tenho a menor noção do que ele está pensando ou fazendo e ao mesmo tempo conhece-lo só pelo o tom de voz ou pelo olhar... Então, saia da zona de conforto e cresça... Afinal, o bonito é torto!!!