25 de abril de 2010

MENINAS MARCADAS


 Nos dias de hoje, uma tatuagem deveria ser tão banal quanto um pastel na feira. Mas não. A mulher tatuada é cobiçada pelo homem até como personagem de romance policial. Uma tatuagem confere à mulher poder sexual. Uma tatuagem no corpo feminino leva o homem a sonhar, a divagar, a especular. A querer entender, decifrar, sorver a mensagem. A mulher tatuada  excita sem o risco de perturbar pelo excesso. Sua dona parece chamar o sexo sem berrar por ele.

 O homem enxerga na tatuada possibilidades interessantes no sexo. Na fantasia masculina, a tatuada está insinuando aos machos do universo. “Posso tudo e deixo tudo!”. Só que não é bem assim, meu rapaz!
 O que mais incomoda nesse grupo feminino diferenciado é que muitas das vezes somos mal interpretadas, não somos devoradoras, e muitos menos pertencemos a classe do modismo. TATUAGEM É UM ESTILO DE VIDA. Temos os nossos valores, caráter em primeiro lugar e merecemos respeito sempre. Não nos julgue porque escolhemos esse caminho, essa arte corporal.
 Apesar das tatuagens, somos meninas também; muitas sentam de pernas cruzadas no chão, usam presilhas nos cabelos, lêem romances, choram nos filmes, e pensam ainda no romantismo, algumas roem unhas (aham rsrsr), outras adoram bala chiclete, ou gosta da cor rosa ou são caseiras. Muitas são mães, filhas, netas, estudantes, boas amantes (sim, temos sentimentos)... Fazemos parte de uma sociedade ainda machista e remota, que muita das vezes nos fazem pensar “SERÁ QUE ESTOU NO LUGAR CERTO?”, mas apesar disso tudo e com todas as barreiras e aprovações que passamos, ainda assim AMAMOS A NOSSA PELE E A ARTE NELA.

16 de abril de 2010

DESAPEGO

Se queremos ser livres, parar de sofrer pelo que temos e pelo que não temos, devemos abrigar um único desejo: o de nos transformar
Assim, quando alguém ou algo tem de sair de nossa vida, não alimentamos a ilusão da perda. O sofrimento vem da fixação a algo ou a alguém. 
O apego embaça o que deveria estar claro: por trás de uma pretensa perda está o ensinamento de que algo melhor para nosso crescimento precisa entrar. 
Se não abrirmos mão do velho, como pode haver espaço para o novo?